A Bola de Ouro é do gestor que ninguém conhece fora de campo

 



"O prêmio Bola de Ouro vai para o gestor que, fora das quatro linhas, é pouco conhecido, mas desempenha um papel crucial nos bastidores."


Se está em busca de uma publicação emocionada ou uma story comemorando a conquista da Bola de Ouro, não adianta procurar: você não vai encontrar. Pelo menos, não do vencedor de 2024. Isso porque Rodri sequer tem redes sociais.

Embora isso pareça incomum, é a realidade. Esse é apenas um dos traços que faz do meio-campista espanhol alguém bem diferente das estrelas atuais do futebol. Rodri é o oposto — ele é o exemplo de anti-estrela.

“Não gosto de ser extravagante. A fama não me traz qualquer satisfação”, afirmou o jogador, que, fora dos campos, é praticamente um desconhecido.

Mas essa não é a única característica que diferencia o novo Bola de Ouro da maioria dos ídolos do futebol.

Sabia que o meio-campista do Manchester City tem diploma em Administração e Gestão? Claro, está no título!

Rodri sempre pensou em seu futuro além do futebol, por isso investiu na formação acadêmica, concluída já durante sua passagem pela Inglaterra, atuando pelos "citizens."

Uma vida longe dos holofotes e dos luxos do futebol Mais do que a conclusão do curso, o percurso acadêmico de Rodri revela a simplicidade e humildade que todos ao seu redor destacam como características duradouras.

Para entender, é preciso voltar ao início de sua trajetória. Rodri começou no Rayo Majadahonda, um pequeno clube de Madrid, onde jogou com Lucas Hernández, hoje no PSG.

Em 2007, mudou-se para as categorias de base do Atlético de Madrid, onde ficou até 2013. Foi então que, por ser considerado fisicamente mais fraco, mudou-se para o Villarreal, o que quase o fez desistir do sonho de ser jogador. “Meu pai disse que eu não podia desistir depois de tanto esforço. Aquele momento mudou minha mentalidade”, lembrou ele.

No Villarreal, a mais de 400 km de casa, Rodri completou sua formação esportiva e começou seu curso superior. Em dezembro de 2015, estreou no time principal e, na temporada seguinte, consolidou-se na equipe, sem abandonar a vida de estudante nem a simplicidade.

Mesmo jogando em alto nível, continuou morando na residência universitária, onde conheceu sua namorada, hoje médica. E, apesar do salário, seu primeiro carro foi um modesto Opel Corsa usado.

De volta ao Atlético e a mudança para o City O desempenho de Rodri no Villarreal chamou a atenção do Atlético de Madrid, que pagou 20 milhões de euros para repatriá-lo em 2018. Mas, mesmo no auge, sua simplicidade permaneceu. Um exemplo disso foi sua conversa casual com o colega de quarto sobre o retorno ao Atlético, enquanto aquecia uma pizza.

Depois de apenas uma temporada no Atlético, Rodri surpreendeu ao rescindir unilateralmente o contrato, pagando a cláusula de 70 milhões de euros para se juntar ao Manchester City. Era seu próximo passo, e ele se tornou o jogador mais caro da história do clube.

Desde então, acumulou títulos e recordes, mantendo-se longe das redes sociais. Conquistou quatro vezes a Premier League, marcou o gol da vitória na Champions League, venceu o Mundial de Clubes e quebrou o recorde de 62 jogos seguidos sem perder.

Uma nova era para o futebol? Estudo recente do CIES Football Observatory apontou Rodri como o jogador de maior impacto na temporada passada. Esse destaque, aliado ao título europeu pela Espanha e à Liga das Nações, foi essencial para sua conquista da Bola de Ouro.

Rodri, no entanto, mantém uma postura crítica: “Há muito marketing envolvido neste prêmio. Gostaria que os votantes julgassem pelo valor real em campo.”

Não foi pelo que exibe nas redes que Rodri ganhou a Bola de Ouro aos 28 anos. Mas será este o início de uma nova era ou apenas uma exceção?

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